segunda-feira, 22 de dezembro de 2008


"O coração se alimenta de vida, aventura, impulsividade.
Gosta mesmo é de viver loucamente, experimentar coisas novas, aprontar que nem criança.
O coração vive tirando sarro da razão, tão séria e responsável, cheia de formalidades. A razão se preocupa o tempo todo, pensa sempre antes de agir.
Às vezes, de tanto pensar, age tarde, perde o bonde.
O que o coração não sabe é que a razão tem boa memória. Ela guarda nas lembranças o sofrimento que o coração provoca quando age sem pensar."


Renara Almeida, 20 anos, jornalista.

Não há barreiras quando se ama.
É justamente isso que as pessoas - inclusive eu - confundem.
Todos se apaixonam e confundem esse sentimento com amor. Quem é que nunca fez isso?

Eu já pensei que "ele" era o cara com quem eu passaria o resto da minha vida, mas foi apenas um devaneio.
As pessoas criam uma imagem da pessoa "contemplada"... E a gente pensa coisas do tipo: este (a) é o ideal, olhe como é perfeito (a)!

*Essa confusão causa uma dor corroente*

"A pessoa" (assim que irei me referir, pois não pensei em como definir-lo) diz coisas que nos iludem cegamente a ponto da vítima acreditar que é tudo verdade.
Eu ouvi "desta pessoa" que eu o havia ensinado a amar, mas é óbvio que não era verdade.
Enfim, nós terminamos tudo de uma maneira muito trágica, pois "esta pessoa" saiu do eixo.
Para mim foi um choque, depois de tudo o que foi dito, depois de juras de amor e planos... Era um equívoco da parte dele, só podia ser!
Fiquei deprê... (risos) quem não ficaria nessas horas?
Demorei um aninho pra me recuperar deste mal-entendido... Depois dele eu não fiquei com mais ninguém, mas aprendi a lição: não era amor. Nem de longe.
Se fosse, não nos faltaria assunto, não haveria tanta timidez e distância.
Porque se fosse amor - mesmo que acabasse -, sobraria algo bonito para contar história, como uma amizade, por exemplo.
Porque dizem que a amizade e como amor, mas sem asas...
...e se essas asas fossem arrancadas, restaria nossa amizade.

Então,
não confunda o seu melhor (que é o amor) com paixão.
Se a dor da paixão chegar, saiba dar adeus a ela.
E se ela povoa o seu coração, DIVIRTA-SE!
Não faça como eu fiz, não fiquei em casa.

sábado, 20 de dezembro de 2008

Vida




Eu amo a minha vida, mas não a desejo a niguém.
Não por ela ser ruim, não por isso.
Mas por acreditar que cada um deve construir a sua vida e, ao longo dela, re colher duas alegrias e decepções, suas vitórias e suas derrotas.
E o que haveria de ser da pessoa que a vivesse?
Que graça teria sentir, comer, viver tudo o que uma pessoa já viveu?

A vida é uma caminho que trilhamos ao longo do tempo. E cabe anós decidir em que curvas entrar, que retornos pegar... Sem saber no que vai dar!
É como um desenho que pintamos durante toda a nossa vida, com rabiscos inapagáveis (pois não se volta no tempo).

O meio em que vivemos, nos ajuda a construir esse caminho. Isso mesmo!
Mas há também a interferência das próprias pessoas que vivem esta vida.

Parece não ter lógica tudo isso, mas eu só estou escrevendo, pois sempre vejo pessoas reclamando da vida (é só sair na rua para ver), mas elas se esquecem que a vida é o que se constrói dela e se as coisas estão ruins, a culpa não e de ninguém além delas mesmas.

Por isso, antes de decidir o que você fará da sua vida, pense muito bem, mas não muito.Pois - como disse Cazuza - o tempo não pára, muito menos para nossas auto-avaliações. O jogo da vida é rápido, requer muito de quem joga.